segunda-feira, 9 de abril de 2007

Pela Amazônia... O Pulmão do Mundo!

Até arrepia... Completamente verdade!
Discurso do Ministro Brasileiro de Educação nos EUA
Date: Mon, 21 Mar 2005 19:53:01 -0000

Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um Brasileiro dá um "baile" educadíssimo aos Americanos...
Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos o actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da Internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).
Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque:
- "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...
O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser Internacionalizado.
Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.


Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as
reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, ser manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade.

Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.
Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.
Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa! "

ESTE DISCURSO NÃO FOI PUBLICADO. AJUDE-NOS A DIVULGÁ- LO
Porque é muito importante... mais ainda, porque foi Censurado.

sábado, 7 de abril de 2007


Aleluia


Como desejar "Feliz Páscoa!" em diversos idiomas:

Na Tchecoslováquia
VESELE VANOCE

Na Alemanha
SCHÖNE OSTERN

Na Itália
BUONA PASQUA

No Laos
SOUK SAN VAN EASTER

Na Macedônia
SREKEN VELIGDEN

Em Inglês
HAPPY EASTER

Na França
JOYEUSES PÂQUES

Na Grécia
KALO PASKA

Na China
FOUAI HWO GIE QUAI LE

Em árabe
EID-FOSS'H MUBARAK

Na Croácia
SRETUN USKRS

Em Português
Feliz Páscoa


A intriga, a incerteza, o medo, a mentira, a mediocridade, a hipocrisia e o egoísmo, para mim nunca fizeram, não fazem, e, nunca farão sentido absolutamente nenhum…. Quem pratica estas acções por regra principal em sua vida, deveria pertencer a um campo de trabalhos básicos, necessários à qualidade de vida das populações, em todas as localidades. Uns até podiam ser os chefes… não fazia mal nenhum… concordo que deve haver liderança para que alguma coisa funcione, acreditem que ia mesmo resultar esta nova componente que deveria ser líder, nas sociedades modernas da actualidade. Vejo uma fase de mutação acelerada na Europa e no Mundo que não tem resposta no quadro político actual. É preciso redefinir condutas e ideais. Não há ninguém exactamente da esquerda e nem exactamente da direita, penso também ser isso impossível. É uma ambição de louvar e extraordinária, a de Paulo Portas, homem de coeficiente inteligente e culto acima da média, querer fazer um partido novo… moderno, actual, aberto a todas as ideias e saberes, enfim, um partido para o século XXI. Não sei porquê, acredito que se for por aí… poderá mesmo conseguir, porque o mal de Portas foi sempre o CDS. Qual a diferença entre a esquerda e a direita neste século XXI? Será que ainda existe? Penso que Paulo Portas tem um problema de partido para resolver. Portugal, meus amigos, precisa de algo novo. Precisa de alguém que traga não só o corte, mas também inovação e segurança através da responsabilidade individual, e, penso que Paulo Portas tem consigo essa segurança que lhe original e nata. A Direita e a Esquerda em Portugal devem enfrentar este novo desafio político, inovador e oportuno. Quanto ao resto, só o tempo dirá, independente ou sem se ser, o resultado esse é surpreendente a todos os níveis, académicos, estruturais, sociais e culturais, políticos e organizacionais das muitas sociedades em vias de desenvolvimento e desenvolvidas também.
Havia tanta coisa para dizer… mas nada sai… não sei se vou conseguir dizer ou fazer, mais alguma coisa… neste quadro que se me apresenta bastante duvidoso e assustador, no que toca á estabilidade política e social neste país tão bonito…que tinha tanto de potencial para descobrir. Não conseguiram, foram muito pequeninos. Foi medíocre o sistema, face à grande natureza que este Portugal encerra…. Assim como foi a humanidade pequeníssima para a tamanha grandiosidade do universo…. Tenho medos… não quero falar… não sai nada…não sei nada….
Mesmo assim, nesta Páscoa, maravilhas como sempre, venho desejar. É Sábado de ALELUIA, tempo de Páscoa e de Ressurreição, quero acreditar… a sério que quero… porque sinto Deus comigo, todos os dias da minha vida, apenas por isso, quero acreditar que nada de mal irá acontecer à Terra e aos Homens e Mulheres de Boa Vontade. Bem Hajam queridos amigos. Dos serranos… aos urbanos… porque afinal ainda somos todos humanos… e isso, nunca mas nunca podemos converter.

"...A felicidade não chega como resultado de obter algo que desejamos... Mas por reconhecer, apreciar e valorizar o que temos."
(Fredrick Koening)

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Vontade De Amar

ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso in ExpressoQuero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.ELOGIO AO AMOR - Miguel Esteves Cardoso in ExpressoQuero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso"dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso"dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A"vidinha"é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.
A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Neste tempo de Páscoa, deixo um elogio feito ao amor do MEC, que causou argumento pelo meu poste ” Almas gémeas não acredito nessa tanga, já publicado aqui neste blogue deste semanário, aproveito para vos desejar MARAVILHAS nesta Páscoa de 2007. Bem Hajam … Divirtam-se e Sejam Felizes. A Música essa a Play List dos Madredeus e Teresa Salgueiro… Nada Melhor. I hug and Congratulations Manuel@Pinheiro
http://www.madredeus.com/flash.asp?primeiro=true&linguagem=PT

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Quero que esta democracia......


QUERO QUE ESTA DEMOCRACIA SE F***!!
Tenho tentado manter neste blogue uma certa elevação de linguagem e de postura, pois sempre me pareceu que a educação seria o primeiro passo para um civismo responsável. No entanto, a sucessão de factos, escândalos, ineficiências, conluios e outros atropelos, para lá do que é medianamente aceitável, fazem-me perder de vez a compostura, e num verdadeiro grito de alma, rebelar-me contra o estado miserável da nossa democracia.Dizem-me que o problema não está na democracia, mas sim no Povo Português. Pode ser, mas como a palavra “democracia” significa “poder do povo”, a coisa vai desembocar na mesma cloaca.Já nem vale a pena falar nas escandalosas candidaturas de falsos “independentes”, na realidade verdadeiros caciques, agarrados como carraças ao poder e que não se conformam com a sua não-escolha por parte das direcções partidárias e que concorrem garantindo vantagens e pretendas. Até me admiro de como ainda não ouvi o Major Valentim Loureiro avisar os Gondomarenses, que caso não ganhe, terão de devolver os electrodomésticos que ele distribuiu pela população na sua primeira campanha eleitoral. Sobre o caso de Felgueiras, e agora o de Lisboa, assim como tantos e tantos que há por aí, nem vale a pena falar. Passei lá na quinta-feira passada, e além da profusão de cartazes, aparentemente nascidos em menos de vinte e quatro horas como se de cogumelos se tratassem, vi uns inomináveis cartazes com a fotografia de Fátima Felgueiras e que ostentavam a frase; “Não chores por mim, oh Felgueiras…”, glosando de forma ridícula e pusilânime o “dont cry for me Argentina…”, qual “Evita” minhota, vítima da cabalas e urdiduras.O estado da política no seu geral, que assoma de forma visível com estes casos, se não fosse dramático, seria digno de um programa humorístico e comprova bem como à sombra do 25 de Abril se constituíram e blindaram um conjunto de oligarquias, das quais estamos prisioneiros, quase em regime de escravatura.A própria democracia (como acertadamente referiu Manuel Alegre) está refém do sistema político, não havendo meios aparentes de alterar as coisas.A maneira de como foi urdida esta teia Kafkiana, apenas permite que seja o sistema a reformar-se a si próprio, mas atendendo ao conjunto de poderes fácticos, privilégios e benesses que estão ao seu alcance, parece impraticável esta reforma, até porque esta necessita de uma maioria de 2/3, o que a torna virtualmente inviável, dado o inexorável período eleitoral de quatro em quatro anos que é necessário vencer a todo o custo e sem qualquer remorso.E depois aonde iriam parar os escandalosos negócios como o da Euro-minas, no qual destacadas figuras do PS se encheram de “graveto”? Como é que Pina Moura, comunista arrependido, poderia acumular o seu cargo de deputado com o de administrador do gigante energético espanhol “Iberdrola”? E os restantes “jobs for the boys”?Infelizmente, afastada de vez a hipótese de um pronunciamento militar – com os militares a degradarem cada vez mais a sua imagem e estatuto, com os juízes a agirem como meros funcionários públicos em detrimento do seu estatuto de órgão de soberania, arredando a hipótese do comum dos cidadãos se defender juridicamente dos abusos da esfera do poder, confesso não ver caminho para a saída deste verdadeiro “beco sem saída”.Com este cenário de descrença nas instâncias e com este desencanto num povo que vota apenas para si e não para o bem comum, evidenciando de forma irrefutável a sua boçalidade intrínseca, apenas me resta um desabafo, e quebrando uma longa tradição de boa educação, no auge da minha imensa fúria e impotência, apenas consigo gritar:QUERO QUE ESTA DEMOCRACIA SE F***!!!!!
Publicado por JM em Setembro 26, 2005 03:24 PM


http://antena3.rtp.pt/ Sem comentários…. Boa Semana*

domingo, 1 de abril de 2007

Recordando O meu Poema... Aprendizes

Aprendizes ...

Uma folha em branco, nasce o grande lema...
Nada sai, nada se solta... apenas flúi o sonho, do poeta nesse poema!
O dia vai meio, e eu, no meu trabalho semeio, enfrento os desafios, escuto, paro e avanço, nesse caminho meu, que me traz felicidade e, também sempre o descanso da prosperidade!

Agradeço sempre ao meu Deus (E) as ajudas que me dá, mais as luzes que me acende, a vida assim entendida, fica mais leve, mais querida, e para quem isto não sente, fica muito mais sofrida!
Olhar e sentir o mundo pelo bem e pelo mal, no seu lado mais profundo deixa de ser infernal... Vivemos o paraíso no nosso perfeito juízo... e, sendo sempre “Aprendizes”, é que seremos felizes!
(E) = Entidade Superior
Manuel@Pinheiro

quinta-feira, 29 de março de 2007

Vai...

Para sonhar o que poucos ousaram sonhar. Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito. Para alcançar a estrela inalcançável.
Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela. Sem quereres saber quão longe ela se encontra; nem de quanta esperança necessitarás; nem se poderás ser maior do que o teu medo.
Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.
Para carregar sobre os ombros o peso do mundo. Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço. Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.
Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti. Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar. Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.
Para amar com pureza e castidade. Para devolver à palavra “amigo” o seu sabor a vento e rocha. Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e – ou – muitos mais nascidos apenas do teu coração.
Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens. Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite. Para vencer o medo.
Não medirás as tuas forças. O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras. Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.
Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira. Olharás para tudo com espanto. Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.
Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer. Para viver daquilo que mata. Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.
Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados. Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza. Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.
Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo. Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam. Para mostrar que se pode viver de luar quando se vai por um caminho que é principalmente de cor e espuma. Levantarás do chão cada pedra das ruínas em que transformaram tudo isto. Uma força que não é tua nos teus braços. Beijá-las-ás e voltarás a pô-las nos seus lugares. Para ir mais além.
Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram. Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja. Dirás até ao último momento: «ainda não é suficiente». Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava. Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada. Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe. Para tocar o intocável. Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar. Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.
Para alcançar a estrela inalcançável.
(In Notícias do Douro Edição de 16-03-2007)
SECÇÃO: Cultura e Lazer

quarta-feira, 28 de março de 2007

Douro, o Passado e o Presente


As Horas do Douro”, um filme que ilustra e conta a Região, ao ritmo das suas vinhas e dos seus vinhos. No passado dia 01 de Março, António Barreto deslocou-se ao El Corte Inglês de Vila Nova de Gaia para, falar da História do Douro e dos seus vinhos, em terras que descreveu como capazes de escrever “pergaminhos formidáveis da história do Douro”, a região que tanto ama e abraça, a ponto de estar a preparar um filme, intitulado “As Horas do Douro”, inspirado nos Livros de Horas Medievais, com a finalidade de “contar a região, que vive ao ritmo das suas vinhas e dos seus vinhos”.
.... Outros há que, na opinião do orador, na defesa de uma “modernidade sem inteligência”, se preparam para esquartejar e retalhar o Douro, fazendo-o atravessar de novas e rápidas auto-estradas.
São, também, alguns daqueles que Barreto classifica como os que, à procura de fortuna rápida, “tudo fariam para construir sem rei nem roque e para semear os socalcos de hotéis e divertimentos sem ordenamento”. Há, ainda, uma última classe, a do Poder Político que, na perspectiva do mesmo, está “disponível para deixar morrer o edifício institucional da região”, permitindo que desapareça também “a disciplina e a regra”. Ora, uma breve alusão ao Douro, que precisa de disciplina e regras, conforme veremos mais adiante.
Mas, falar do Douro, sem falar de vinho – especialmente do Vinho do Porto – não teria muita lógica, mesmo para a plateia que se deslocou até ao El Corte Inglês. Assim, António Barreto, abordou a Região numa vivência intrínseca, comandada, ao ritmo do vinho e da vinha.

Falando do Vinho do Porto enquanto produto natural (aquele para o qual a natureza deu especial contributo e que tem na sua constituição o código genético de uma região, da natureza, do clima, dos solos), exclusivo do Douro, António Barreto quis prestar uma honrosa homenagem aos Homens que, ao longo de décadas, souberam fazer esse produto. Um produto “feito pelo homens. E refeito. E rei ventado”, como o mesmo fez questão de frisar. Um produto que nasceu à custa da labuta “dos lavradores, dos Galegos, dos assalariados rurais, dos comerciantes, dos holandeses e dos ingleses”, de uma panóplia de gente tão vasta e diversa quanto o seu valor e reconhecimento: desde clientes que o beberam, técnicos e enólogos que o fizeram, políticos e autarcas, entre muitos e muitos outros que gastaram vidas a favor da conquista de dimensão do “néctar dos deuses”.

Mas o Douro mudou. Como, de resto, o mundo também mudou. Já Luís de Camões havia alertado para tal facto quando escreveu que “todo o mundo é composto de mudança”. Mas, o Douro, com maior incidência, mudou mais e de forma mais radical nas últimas décadas do século XX, conforme o constata o agrónomo duriense Nuno Magalhães, acarretando consigo “profundas alterações à história da região e do seu vinho”. Alterações de que género? A mecanização, a carência de mão-de-obra, a mudança na estrutura de custos, a introdução de novas técnicas de cultura da vinha, a transformação dos processos de tratamento fitossanitário, a generalização de novos métodos de vinificação, as novas regras de comércio que finalmente admitiram que os produtores pudessem engarrafar e exportar, o enorme investimento em propriedades por parte das grandes casas comerciais, por exemplo, são exemplos claros de mudanças que, segundo Barreto, operaram “uma das maiores revoluções no Douro de toda a sua história”.
Tiveram mérito – talvez mérito seja pouco para sublevar a acção do Homem no Douro – os Durienses que moldaram, como se de artesãos se tratasse, a “paisagem natural (...) humana e feita pelos homens”. “Do rio domesticado às encostas em socalcos, das quintas aos armazéns, dos caminhos aos lagares, das oliveiras à amendoeiras, dos muros aos patamares e à vinha ao alto, tudo é feito pelo homem. Tudo, no Douro, é humano”. Embalados pela mudança, mas com consciência e respeito pelo valor legado, os homens, no Douro, souberam “aproveitar o melhor” que a Natureza lhes deu, ao ponto de serem “capazes de corrigir e transformar, sem destruir”. Criou-se, assim, uma “nova paisagem, sem destruir a natureza”. Em jeito de tributo a todos os Duriense que, de uma maneira ou de outra, souberam construir o que hoje temos a “olhos vistos”, Barreto deixou uma palavra de elogio por terem sabido “fazer o moderno, sem delapidar a herança”. Além de que “souberam produzir vinho para o mundo inteiro, estar na vanguarda das técnicas, da qualidade e do comércio, sem arruinar a sua singularidade”, sendo os primeiros no “comércio europeu e na economia global, sem perder carácter”, numa região que, comparativamente com outras estava até “pouco calhada para fazer vinho” frisou o mesmo.E o que é que trouxe a mudança?!

A mudança impôs que se procurasse para a Região “novas soluções para a economia”. Foi dentro deste contexto que começaram, então, a surgir “novos produtores de vinhos de qualidade”. Foi com o «empurrão» da mudança que “novos vinhos são conhecidos”. Barreto referiu que surgiram e se aperfeiçoaram, ao longo dos anos, novas experiências promissoras na organização e na produção, que mostram que “as potencialidades do Douro não se esgotam nos vinhos”. A seu ver, agrónomos, enólogos, empresários e lavradores uniram esforços para “diversificar a região, alargar horizontes, plantar novas vinhas nas terras altas e criar, dentro do Douro, novas denominações”. Não raro, vemos renovar quintas e armazéns, criar casas de Turismo, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro têm saído centenas de enólogos que têm ajudado a trazer “ciência e técnica (...) mordidos pela vontade de fazer vinhos, colaboram com os lavradores (...)”.

Mas, toda esta mudança, descambou em desnorteio? Sabe a Região qual o norte a seguir? Toda a evolução foi desregrada? A que classe de tipificação pertenciam, na enumeração acima, aqueles que evoluíram a Região? A resposta é fácil e inequívoca: nada aconteceu por acaso, sem norte, sem regras, sem disciplina, cabendo os homens do Douro num largo mosaico cultural, que a disciplina soube nortear, levando-os a pensar, tal como Dirk Niepoort que “o mais importante, no vinho, é a paciência”. Barreto encontra, assim, as palavras-chave do discurso: paciência para o Vinho, disciplina para os Homens, de modo a desenvolver o Douro e a salvá-lo, como o “salvou em tempos de crise”. E, através de que sinais se tem manifestado a disciplina? Em que se traduziu? António Barreto, com a lucidez própria que o caracteriza, rebusca a História do Douro e, em toda elas, encontra actos disciplinadores.

Desde logo, na demarcação geográfica de 1756, operada por Marquês de Pombal, que Barreto considera “um gesto de autoridade, mas acto visionário”, até porque só os vinhos produzidos ali podem ostentar designações de Douro e Porto. Como “a defesas de um produto implica o seu carácter e este só se garante se estiver definida a sua origem e as suas características”, António Barreto opinou no sentido de olhar a demarcação como uma parte da disciplina e foi dizendo que o mesmo também se aplica na produção. Depois, considera que a disciplina também se fez sentir nas regras comerciais, com uma definição de produtos, de preços e de circuitos, bem como no estabelecimento de uma autoridade institucional, política e económica. Ouve, ainda, regras na associação entre o Estado, os produtores, os comerciantes e os interesses locai, que permitiu, a seu ver, “a perenidade da organização e acatamento, nem sempre pacífico, da disciplina imposta”.

Houve disciplina na delimitação da região, na enumeração dos produtores e propriedades, com respectivos cadastros, na definição de quantidades a produzir, de modo a “evitar as grandes crises de superprodução e de degradação dos preços” e, assim, surgiu o que vulgarmente se designa de “benefício”, segundo o qual se estabelece o montante anual de Vinho do Porto a produzir e as quantidades que cada lavrador pode produzir.
O léxico disciplina parece não mais esgotar-se, se centrado na História do Douro. Barreto realçou que, mesmo no estabelecimento de requisitos técnicos (como a proibição de adição de baga de sabugueiro para dar cor aos vinhos, a proibição de adubação e estrumação das vinhas, por exemplo, ou a obrigatoriedade e a recomendação de plantar certas castas) e na criação de órgãos e instituições capazes de garantir quer a autoridade pública, quer a representatividade dos lavradores e comerciantes, disciplina esteve presente ciclicamente. “Em todos os grandes ciclos da história portuguesa, do despotismo ao constitucionalismo, da monarquia liberal às tentativas de poder real duro, da república ao corporativismo, os poderes públicos interessaram-se seriamente pelo Douro”, organizando e disciplinando a Região. António Barreto fez questão de esclarecer que, mesmo em períodos mais liberais, “alguma disciplina existiu”.

Foram, pois, a disciplina e as regras que trouxeram até nós esta região e estes vinhos e que permitiu definir os produtos e as suas características.
Perante tal organização e disciplina, António Barreto lançou o desafio: seremos nós capazes de, em democracia, reorganizar, de actualizar, mas de manter uma disciplina condutora? Acatemos, pois, tal repto! Da sua magnífica intervenção no El Corte Inglês, que maravilhou o público presente, quais as conclusões a tirar? Em jeito de síntese, Barreto deixou bem vincado que “sem autoridade, sem disciplina, sem regras, não há Região Demarcada, não há origem denominada, não há produto típico e original (que tem características próprias, que tem carácter, que serve de referência, que é um padrão)”.
Na linha de pensamento de Barreto, as empresas e os lavradores têm feito, por eles próprios, muito do que antigamente se esperou das entidades públicas. E esse será o caminho a trilhar! Para os mais cépticos, Barreto diz que basta atentar nas “melhores notícias que chegam do Douro” e ver que as mesmas têm, geralmente, “os lavradores como protagonistas, não o Estado, nem as Instituições”.

Eis, a título exemplificativo, algumas dessa boas-novas: níveis de exportação interessantes; aumento dos vinhos de qualidade; projecção internacional dos vinhos de qualidade, tanto do Porto como do Douro; expansão de práticas mais rigorosas no cultivo das vinhas e no fabrico do vinho; crescimento dos produtores engarrafadores; a crescente fixação das empresas comerciais exportadoras, que adquiriam, já, quintas e vinhas; o Douro como Património Mundial.
Porém, ainda nem tudo são “rosas”... António Barreto finalizou o seu discurso, dando conta de aspectos menos positivos, lacunas que terão de ser (obrigatoriamente) corrigidas, sob pena de se enfraquecer este Douro, envolto do tal “espectro da mudança”.Assim, referente a aspectos críticos, temos:
a)O grau de concentração empresarial nos Vinhos do Porto. Cinco grupos representam 70% a 80% de todo o comércio;
b)O gradual desaparecimento de empresas portuguesas exportadoras de vinhos;
c)Os baixos preços praticados nos vinhos comuns de média e de baixa qualidade;
d)A existência de grandes massas de vinhos de qualidade deficiente;
e)A deficiente gestão e a difícil situação económica das adegas cooperativas e a, ainda, muito deficiente formação profissional e técnica dos pequenos lavradores e das adegas cooperativas;
f)A fraqueza da representação social dos lavradores do Douro, nomeadamente dos pequenos agricultores.
g)O aparente desinteresse das autoridades e dos governos;

Estas e outras lacunas, levam a que Barreto “aponte o dedo” às “responsabilidades das entidades públicas, seja como causa, sem como omissão de acção”. E, então, perante este cenário mais crítico, o que fazer? Arregaçar as mangas, certamente.
A receita para ultrapassar todos estes aspectos, que Barreto considera “críticos”, não a dá... Até por considerar não ser “seguramente quem mais sabe” . Mas, usando da diligência e da sapiência que o caracterizam, sente como crucial a “necessidade de as autoridades estabelecerem um novo contrato com o sector dos vinhos do Douro e do Porto”, que desenvolva “os interesses locais, as comunidades e as autarquias”. ( in notíciasdodouro )

domingo, 25 de março de 2007

Momentos de Sabedoria




1- Os Nossos Defeitos

Os homens caminham pela face da terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás. Na da frente, colocamos as nossas qualidades Na de trás, guardamos todos os nossos defeitos.
Por isso, durante a jornada pela vida mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos. Ao mesmo tempo, reparamos nas costas do companheiro que está adiante, e em todos os defeitos que ele possui. E julgamo-nos melhores que ele, sem perceber que a pessoa que está andando atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

2- As Coisas Têm um Preço em Função da Nossa Opinião

Que a nossa opinião atribui um preço às coisas, vê-se em grande número, no que nos fixamos por estimarmos não as coisas mas sim a nós; e não consideramos nem as suas qualidades nem as suas utilidades, mas somente o que nos custa obtê-las, como se isso fosse uma parte da sua substância; e chamamos valor não ao que elas trazem mas sim ao que lhes atribuímos. Daqui compreendo que somos grandes administradores do nosso investimento. Ele vale tanto quanto pesa, justamente porque pesa. A nossa opinião nunca o deixa correr sem carga útil. A compra dá valor ao diamante, e a dificuldade à virtude, a dor à devoção, e o amargor ao medicamento.
Houve um só que, para chegar à pobreza, atirou os seus escudos nesse mesmo mar que tantos outros esquadrinham por todos os lados para pescar riquezas. «Epicuro» diz, que ser rico não é alívio e sim mudança de dificuldades. Na verdade, não é a penúria, é antes a abundância, que produz a Avareza.
Michel de Montaigne, in 'Ensaios'
3- Frases Famosas

"Os paraísos perdidos estão somente em nós mesmos." Marcel Proust

"Dê-me um ponto de apoio e moverei o mundo." Arquimedes

"As piores obras são sempre as que são feitas com as melhores intenções." Oscar Wilde

"Aquele que sabe falar sabe também quando fazê-lo." Arquimedes

"Os deploráveis modos modernos de hoje serão os "bons velhos tempos" de amanhã." L.S. McCandless

"A medida do amor é não ter medida." Santo Agostinho

"Tudo importa na arte, excepto o assunto." Oscar Wilde

"Todas as pessoas que não fazem barulho são perigosas." La Fontaine

"Se você quer civilizar um homem comece pela avó dele. " Victor Hugo

"O que você doa, você recebe e o que você recebe é sempre mais do que você dá. " Ray Baxandall

A cultura ajuda um povo a lutar com as palavras, em vez de o fazer com as armas.(Glugiermo Ferrero)

Perguntem aos jovens: eles sabem sempre tudo.(Provérbio chinês)

O mal da ignorância é que vai adquirindo confiança à medida que se prolonga.

4 – Alentejanos…

O que é que os Alentejanos chamam aos caracóis?
Animais irrequietos.

Por que é que os Alentejanos gostam de tomar a bica na casa de banho?
Para tomarem a bica com cheirinho.

O que é que os Alentejanos esperam depois da seca?
Que as vacas dêem leite em pó.

Por que é que os Alentejanos lêem os jornais nas esquinas?
É para o vento lhes mudar as folhas.

O que fazem 17 Alentejanos à porta do cinema?
Estão à espera de mais um, porque o filme é para M/18.

Qual a diferença entre um cancro e um Alentejano?
O primeiro evolui e o Alentejano não.

Por que é que os Alentejanos nunca vêem televisão à quarta-feira à noite?
Porque a lotação está esgotada.

Qual a melhor Universidade do mundo?
A de Évora porque entram Alentejanos e saem Engenheiros.

Um dia um Alentejano diz pra mulher:
- Maria põe a mesa no quintal que hoje vamos jantar fora.

Por que é que os Alentejanos treinam futebol na piscina?
Para puderem treinar lances em profundidade.

Por que é que os Alentejanos semeiam alhos nas bermas das estradas?
Porque o alho faz bem à circulação.

5- Pensamento Do Dia

Nada de grande se cria de repente. ( Manuel@Pinheiro)

domingo, 18 de março de 2007

Personare 6 de paus


Desenvolvendo a confiança em si

É chegado o momento de conquistar algo bastante almejado. A presença do 6 de Paus como arcano conselheiro favorece o triunfo sobre a adversidade e pressagia uma situação específica de triunfo muito em breve. Suas aspirações e objectivos tomarão forma e você sentirá imensa satisfação ao perceber que seus esforços não foram em vão. Você se recordará de uma fase em que agiu de forma realmente insegura e rirá disso. Todas as pessoas, por mais fortes que sejam, passam por momentos de insegurança. Isso não as faz menos fortes. A fraqueza surge apenas quando queremos fazer de conta que não passamos ou sofremos realmente momentos de dificuldade e posamos de orgulhosos. Pedir ajuda a quem se confia não é má ideia, o grande lance é saber em quem confiar!
Conselho: Confie em si e mande ver!

quarta-feira, 14 de março de 2007

Anedota Do Dia

Um alentejano vai a um concurso de televisão e o apresentador pergunta:
- Como se chamam os habitantes de Évora?
Após 4 minutos de silêncio, o alentejano responde:
- Porra, todos, todos na sei...

sábado, 10 de março de 2007

O Capitalismo versus Sexo hehehe

CAPITALISMO IDEAL
Você tem duas vacas. Vende uma e compra um boi. Multiplicam-se e a economia cresce. Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!

CAPITALISMO AMERICANO
Você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas. Fica surpreendido quando ela morre.

CAPITALISMO JAPONÊS
Você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados “Vaquimon” e vende-os para o mundo inteiro.

CAPITALISMO BRITÂNICO
Você tem duas vacas. As duas são loucas.

CAPITALISMO HOLANDÊS
Você tem duas vacas. Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.

CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas. Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecidos, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.

CAPITALISMO RUSSO
Você tem duas vacas. Conta-as e vê que tem cinco. Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas. Você pára de contar e abre outra garrafa de vodka.

CAPITALISMO SUÍÇO
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar as vacas dos outros.

CAPITALISMO ESPANHOL
Você tem muito orgulho de ter duas vacas.

CAPITALISMO BRASILEIRO
Você tem duas vacas. E reclama porque o rebanho não cresce...

CAPITALISMO HINDU
Você tem duas vacas. Ai de quem tocar nelas.

CAPITALISMO PORTUGUÊS
Você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria o “IVVA” - Imposto de Valor Vacuum Acrescentado. Um fiscal vem e multa-o, porque embora você tenha pago correctamente o IVVA, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. O Ministério das Finanças, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 Vacas e para se livrar do sarilho, você dá a vaca que resta ao inspector das finanças para que ele feche os olhos e dê um jeitinho...





Quantas vezes faz sexo por semana?

Um repórter fazia uma pesquisa sobre a sexualidade na mulher e decidiu entrevistar uma saloia. -Então, Sra. Margarida, quantas vezes faz sexo por semana? -Bem, eu acordo às 6H00 da manhã, vou-me lavar e tenho logo umas três horas de sexo. Depois o meu Manel acorda, dou-lhe o pequeno-almoço e tenho mais umas 3H00 de sexo. O meu Manel chega para almoçar, sirvo-lhe o almoço e tenho mais umas 3H00 de sexo. O meu Manel chega à noitinha, sirvo-lhe o jantar e depois tenho mais umas 3H00 de sexo! -Mas espere aí: afinal de contas quantas vezes a Senhora faz sexo por dia??? O que você entende por "fazer sexo"? -Olhe senhor, sexo é tudo aquilo que me f***: lavar a loiça, passar a roupa a ferro, fazer o almoço e o jantar, limpar a cozinha, etc., etc...

http://marius5.com.sapo.pt/cesaria.html

quarta-feira, 7 de março de 2007

Sonhos Prometedores

Tenho mais pena dos que sonham o provável, o legítimo e o próximo, do que dos que devaneiam sobre o longínquo e o estranho. Os que sonham grandemente, ou são doidos e acreditam no que sonham e são felizes, ou são devaneadores simples, para quem o devaneio é uma música da alma, que os embala sem lhes dizer nada. Mas o que sonha o possível tem a possibilidade real da verdadeira desilusão. Não me pode pesar muito o ter deixado de ser imperador romano, mas pode doer-me o nunca ter sequer falado à costureira que, cerca das nove horas, volta sempre a esquina da direita. O sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele, mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a própria vida e delega nela a sua solução. Um vive exclusivo e independente; o outro submisso das contingências do que acontece.

Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego

quinta-feira, 1 de março de 2007

Singela Homenagem

24 Quadras, In " Este Livro Que Vos Deixo "

1
Não vás contar a ninguém
as histórias que não sabes;
nem assim entrarás bem
no lugar em que não cabes.

2
Quem me vê dirá: não presta,
nem mesmo quando lhe fale,
porque ninguém traz na testa
o selo de quanto vale.

3
Deixam-me sempre confuso
as tuas palavras boas,
por não te ver fazer uso
dessa moral que apregoas.

4
São parvos, não rias deles,
deixa-os ser, que não são sós;
às vezes rimos daqueles
que valem mais do que nós.

5
Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a Razão, mesmo vencida,
não deixa de ser Razão?

6
Inteligências há poucas.
Quase sempre as violências
nascem das cabeças ocas,
por medo às inteligências.

7
P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.

8
Para triunfar depressa,
cala contigo o que vejas
e finge que não te interessa
aquilo que mais desejas.

9
Ti, que tanto prometeste
enquanto nada podias,
hoje que podes - esqueceste
tudo quanto prometias...

10
Os que bons conselhos dão
às vezes fazem-me rir,
- por ver que eles próprios são
incapazes de os seguir.

11
Não sou esperto nem bruto
nem bem nem mal educado:
sou simplesmente o produto
do meio em que fui criado.

12

Os meus versos o que são?
Devem ser, se os não confundo,
pedaços do coração
que deixo cá neste mundo.

13

Porque o mundo me empurrou,
caí na lama, e então
tomei-lhe a cor, mas não sou
a lama que muitos são

14

Eu não tenho vistas largas,
nem grande sabedoria,
mas dão-me as horas amargas
lições de filosofia.

15

Co'o mundo pouco te importas
porque julgas ves direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê em seu proveito?

16

Descreio dos que me apontem
uma sociedade sã:
isto é hoje o que foi ontem
e o que há-de ser amanhã.

17

Vós que lá do vosso império
Prometeis um mundo novo,
calai-vos que pode o povo
qu'rer um mundo novo a sério.

18

Há luta por mil doutrinas.
Se querem que o mundo ande
façam das mil pequeninas
uma só doutrina grande.

19

O meu mais puro sorriso
eu não o mostro a ninguém;
mas sei rir, quando preciso,
a quem me sorri também

20

Se o hábito faz o monge
e o mundo quer-se iludido,
que dirá quem vê de longe
um gatuno bem vestido?

21

Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.

22

Nas quadras que a gente vê,
quase sempre o mais bonito
está guardado p'ra quem lê
o que lá não 'stá escrito.

23

Meus versos que dizem eles
que façam mal a alguém?
Só se fazem mal àqueles
a quem podem ficar bem.

24

Julgando um dever cumprir,
sem descer no meu critério,
- digo verdades a rir
aos que me mentem a sério!

(António Aleixo)

Deixo-vos o poeta… mas, também outro grande Senhor da Arte, em Portugal, meu amigo e conterrâneo. Um site de qualidade superior, e que desejo muito apreciem, nesta minha singela homenagem, ao pintor Nadir Afonso* Obrigada* Bem Hajam!

http://www.nadirafonso.pt/