terça-feira, 29 de julho de 2008

Aspectos sentimentais do signo Leão
:: Graziella Marraccini ::


O Leão é um signo de Fogo, regido pelo Sol, e como tal, é um signo de ação. O elemento fogo se preocupa principalmente com a descoberta e a realização de futuras possibilidades. O signo de Leão é particularmente criativo e, ao longo da vida, irá desenvolver todo o seu potencial de confiança magnanimidade, e altivez.

Tendo ele um mito do herói para imitar, tentará vestir este personagem, custe o que custar. Mas o mundo não é feito de preto e branco, de bons e maus, de vilões e heróis, mas contém muitas sutilezas que o leonino as vezes tem dificuldade de compreender. Sua tendência a se apegar a um ideal e a se enfurecer se este ideal não se ajusta à sua realidade, aparece claro nos relacionamentos dos leoninos. Tanto no trabalho quanto no amor, ele é constantemente frustrado pela mesquinhez, pela ambigüidade, pelo ciúme e pela maldade presentes na psique de todos os seres humanos. Em seu código moral ele fará o possível para esconder esta faceta da natureza humana. Portanto se desilude facilmente.

Dentro da sua ótica de herói mitológico, tampouco tem lugar os pequenos detalhes do dia à dia, que ele deixará aos seus "serviçais". E ele precisa ter um batalhão destes serviçais! Ele também adora as coisas bonitas e luxuosas, e se aborrece se sua conta bancária não consegue suprir suas necessidades. Quando ele precisa se ajustar a estas limitações se enfurece, e muito. Mas continua em frente com muito otimismo, pois ele "sabe" que voltará a reinar, e...em breve, sua conta estará novamente cheia.

Ele é a Divina Criança do Zodíaco e gosta de estar sob a luz dos refletores, não dividindo o palco muito facilmente. Ele está muito ocupado em olhar para si próprio e a descobrir a sua própria identidade para se preocupar com os outros. Este processo de descoberta e interiorização é primordial para o nato do signo do Leão. Ele é o herói em busca do Santo Graal e precisa ser reconhecido como tal.

A pior faceta de sua personalidade é o acentuado egocentrismo e a suscetibilidade exagerada e o dom de fazer com que as pessoas se sintam ingratas e culpadas, quando ele é tão tolerante e magnânimo.

O Homem de Leão

O homem de Leão é muitas vezes atraído por uma companheira dos signos de Terra. Ele precisa da influência estabilizante e realística destes signos. Porém as vezes o relacionamento pode se tornar um desastre, se o excesso de detalhismo e os acontecimentos diários tentarem invadir seu reino. O Leão é muito romântico, e pode deixar qualquer mulher nas nuvens, fazendo-a sentir desejada e amada, e tentará viver o arquétipo do 'macho'. O signo de Leão precisa sentir que ele é "o centro do universo", portanto a sua amada, por merecer suas atenções, deveria se sentir muito honrada de ser colocada "ao seu lado". Não tente porém dividir com ele a luz dos refletores! Não tente competir! A menos que este seu Leão seja muito auto-confiante e tenha uma excelente auto-estima. Com os signos mais adaptáveis, como Peixes, Virgem, Sagitário ou Libra, ele poderá ter relacionamentos também harmoniosos. Neste caso a parceira lhe dedicará muita atenção, devoção, adoração, e aceitará suas necessidades infantis com bom humor. Tente ser você mesma, sem porém jogar a sombra nele. Ele se orgulhará de você e a cobrirá de atenções e de carinhos. Afinal, tudo o que ele possui "é o melhor", não é?

A Mulher de Leão

A mulher de Leão também é uma rainha. E gosta de ser tratada como tal. Ela tem uma personalidade forte e não se ajusta ao modelo convencional de esposa submissa, resignada e retraída. Ela tem uma enorme necessidade de viver a própria vida á sua maneira e precisa de animação e dinamismo. Ela não gosta de ficar presa numa jaula e precisa expressar seus impulsos criativos, tendo habilidades para a organização do seu reino. Por isto poderá ocupar cargos importantes e de comando. É muito comum também encontrá-la no centro de uma roda de amigos, ou amigas, todos inclinados para ela, é claro, para pedir-lhe conselho e ajuda.

Muitas vezes elas buscam relacionamentos com homens mais fracos, que possam adorá-las e coloca-las num pedestal. De maneira geral ela gosta de chamar atenção, e se veste de maneira chamativa, atraindo as atenções com seu carisma e sua elegância. As mulheres deste signo não gostam de fazer o papel de vítimas ou de tolas e possuem um orgulho feroz. Ela merece toda a sua devoção pois é muito justo que ela a receba, e ela sabe disto. Não tente porém dominá-la... nunca!

Leão e o Amor

O Leonino típico adora o amor, adora estar apaixonado e gosta dos amores espetaculares, arrojados e dramáticos. Ele é romântico e generoso e adora dar presentes à pessoa amada. E sabe escolhê-los muito bem, para impressioná-la e conquistá-la. E também para merecer sua eterna gratidão. Quando o Leão se apaixona, ele se apaixona pelo amor, pelo ato de estar apaixonado, e segue à risca todas as regras deste amor. Como numa peça teatral, como num palco, sempre estará surpreendendo o ser amado. O Leão tem um coração ingênuo e confiante e nunca aceitará uma traição. Trair sua confiança é algo horroroso para ele e nunca será perdoado!

Em troca, você terá lealdade e proteção, como os cavaleiros faziam com suas amadas. Ele, o cavalheiro, será capaz de grandes gestos, e corajosamente viverá seu amor até o fim ou se retirará, magoado e frustrado, se as atenções do ser amado não recaírem inteiramente sobre ele.

O que o Leão quer é o amor total, mitológico, heróico, portanto não espere um relacionamento calmo e tranqüilo.

Signos Relacionados

A Triplicidade do Fogo: Áries, Leão e Sagitário

Naturalmente os outros signos de fogo se entendem bem com o Leonino, porém o relacionamento terá tendência a fazer "fogo de palha" e a se esgotar rapidamente em cinzas. Seu relacionamento com Áries será mais difícil pois este não o adorará como ele espera. Com Sagitário poderá durar um pouco mais, enquanto se lançarem em aventuras mitológicas juntos. Mas como ficará o seu dia a dia?

A Triplicidade da Terra: Touro, Virgem, Capricórnio

Com os signos de Terra o relacionamento poderá ser mais duradouro, contanto que estes resolvam os detalhes da vida diária sem aborrecê-lo com minúcias. Cada um deverá desempenhar o seu papel, o Leão mandará, e o signo de Terra será mandado e executará as ordens. Se isto acontecer, a relação poderá durar, se não.... Bem mas isto depende do empenho de cada um, não é?

A Triplicidade de Água: Câncer, Escorpião e Peixes

Com estes signos muito emotivos e cheios de facetas sentimentais o Leão poderá se perder. No entanto, estes signos, sendo mais adaptáveis e maleáveis, conseguirão compreender a natureza fogosa leonina e poderão jogar "um pouco de água na fogueira", de forma a não deixar que o fogo devore rapidamente o relacionamento. Se eles conseguirem compreender o lado frágil do ego leonino, o relacionamento será profícuo.

A Triplicidade do Ar: Gêmeos, Libra e Aquário

O Ar alimenta o Fogo, portanto o relacionamento poderá ser mais duradouro. O Geminiano terá a agilidade mental para se adaptar a qualquer circunstância e Libra dividirá com Leão o papel na sociedade, com o refinamento adequado para deixar todo o brilho para o seu parceiro. Com o signo de Aquário, (polaridade de Leão) poderá manter um relacionamento durável, contanto que um admire o outro e o respeite, deixando-lhe a melhor parte. Parece difícil? Bem, vale a pena tentar pois será um relacionamento enriquecedor, sem dúvida.

Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas
e dirige a Sirius Astrology.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Atenção Muita Atenção

Autor desconhecido Terça, 08 Julho 2008 18:28

Travar, para pensar!

Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais seriam mesmo uns tontos.

Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.

Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos.

Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.

Para além de que, dado hoje ser um projecto, praticamente, não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e sub dimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Cabe ao Governo, reflectir! Cabe à Oposição, contrapor

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Conquista feminina!


A repórter de Televisão, ao voltar 10 anos depois ao Afeganistão,
notou que as mulheres, que antigamente caminhavam sempre meio metro atrás dos

seus maridos, tinham passado a caminhar pelo menos 5 metros à frente deles.
Interessadíssima nesta mudança de comportamento, a jornalista imagina
Que tal mudança de costumes deveria significar uma grande vitória feminina.
Aproxima-se de uma das mulheres e diz, deslumbrada:

-Amiiga! Que maravilhaaaaaaa!!! O que aconteceu aqui que fez com que
Se extinguisse esse costume absurdo da mulher caminhar atrás dos maridos,
E que agora caminham gloriosamente à frente deles?

E a mulher afegã responde:
- Minas terrestres...!!!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Uma visão de futuro que entusiasme as pessoas... precisa-se!

O País está a ficar mais competitivo??? O grande impacto da crise internacional traduz-se na crise que estamos a atravessar. Talvez! As alterações climáticas derivam da forma como utilizamos as energias seja elas de que matéria-prima for. Portugal já tem a maior central de energia solar foto voltaica do mundo ou seja lamentavelmente afinal já é a segunda. Temos a energia do mar e as tecnologias do hidrogénio. A Energia Eólica como na Holanda e Dinamarca também em Portugal podia estar mais desenvolvida mas não está.

Ao invés disso no interior do país vão sendo colocados postes de altíssima tensão nas estradas e nas paisagens. Um perigo para a vida e saúde das pessoas que ali passam e habitam, para além do desastre paisagístico e ecológico que vamos observando. De tempos a tempos dou comigo a pensar nos cargos de chefia na região aonde moro, pelo medíocre trabalho desempenhado no que tocou a negociações e resoluções da melhoria das estradas e vias de comunicação, que por consequência em vez de trazerem a Trás-os-Montes e ao Douro esse turismo que todos desejamos capaz de criar muitíssimos postos de trabalho e desenvolvimento… trouxe ao invés a desertificação e a desmotivação que trás o subdesenvolvimento.

Por outro lado, temos um país com uma dívida externa ou 100% do PIB endividado, mas, mesmo assim, continua a defender modelos completamente despropositados na ordem sempre dos milhões e
milhões de €, fala-se em 1500 000 € (milhões de euros) O TJV a OTA e outros que mais, que são obras mal avaliadas, que ninguém avaliou certamente. Sabe-se que fica o TJV entre 60 e 300 milhões, mas ninguém sabe quais os encargos das novas concepções de nenhum dos novos projectos de desenvolvimento e nem aparecem mencionadas as rendas anuais a pagar. Apenas por alto ditam mais de muitos milhões de euros de rendas a pagar aos novos concessionários. Fala-se em 30 hotéis de superior qualidade mas nenhum será na região demarcada do douro. O ministro faz a sua composição na medida da qualidade e percepção empresarial dos indivíduos e das regiões. Eles ali empreendedores e confiantes, mas não estava nenhum para a região transmontana. Lamentei as Pedras Salgadas e Vidago. Lamentei pelo Douro Património da Humanidade. Lamentei e pensei … as pessoas aqui pensam pequeno e os que pensam grande são amarrotados e chacoteados. Trás-os – Montes e Alto Douro tem o que merece??? Não não tem! É pena mas não tem! Esta região é linda e bem aproveitada poderia ser uma região desenvolvida, mas com a corrupção desmedida que tem havido no país… claro que as regiões mais desfavorecidas desde sempre saíam prejudicadas nas avaliações.

Veremos e alarguemos o espírito desta região de Trás-os-Montes e Alto Douro ao espírito do Português em geral, apenas comparando as novas oportunidades para uns e para outros, os acessos, a maior ou menor variedade de oportunidades pelos meios e pelas vias de comunicação, pelo desenvolvimento e pelo progresso. Quem ficou sempre a perder foram os “ serranos” como diriam daqui agora os meus estimados amigos da serra que muito prezo e admiro. E no turismo agora, quem ganha e quem perde? Claro já estávamos à espera ou não fosse isto ser o atraso de vida que todos sabemos e bem conhecemos e até parece que também vivemos. Ser transmontano é uma honra para qualquer cidadão que aqui nasça.

Temos na região grandes homens e mulheres da escrita das ciências e das artes. É uma região de gente sã e hospitaleira, com uma gastronomia tão rica e tão vasta que deixa ao visitante vontade de voltar. Ora que eu saiba o custo de oportunidade é básico em economia.
Devemos medir os projectos. Saber perceber porque podem estar sustentados nessa medida. Quem foram os que os barraram e quem foram os que prejudicaram as famílias e as populações. Se compararmos a Irlanda constatamos logo aqui, um PIB per capita o dobro do nosso. Tenho de concordar quando ouço alguém dizer que um estado que não cumpre funções elementares como a justiça e a igualdade de direitos e oportunidades, não pode fazer investimentos que hipotequem desta maneira as populações e o país.

Um célebre pensador dizia que há duas formas de arruinar um país: uma é fixar as rendas de casa e a outra é bombardeá-lo.

Enfim uma sociedade verdadeiramente democrática diminui sempre a parte que imposta> impostos, e acentua grandemente a parte que é voluntária. Concordo em pleno. Em Portugal os mais poderosos prejudicam os menos poderosos. Devíamos aprender com os erros dos outros para sermos inteligentes, mas não, como existem três tipos de países alguém disse e muito bem> Os países estúpidos, os países normais e os países inteligentes.> Assim se pode considerar na raça humana.

O país está fragilizado. O crescimento é o que é. Temos um cenário miserabilista daquilo que é o orçamento. O dinheiro é cada vez mais caro ou seja Portugal está sem dinheiro, mas ainda há muito quem o tenha. Está é muito mal distribuído. Uns têm e outros não podem ter. Criar um ambiente favorável que não impasse os investimentos é fundamental, mas isso continua a não acontecer. Hoje o turismo diz ser a nossa maior exportação. Que programas? Que futuro? Temos mão-de-obra muito qualificada e estamos bem situados geograficamente, Devíamos fazer ride shows de Portugal e do seu interior mas como? E com Quê? É preciso transparência no processo de evolução das nossas vidas. Referem-se factores ambiciosos para o turismo e enquanto isso as regiões do interior do país ficam entregues à sua sorte. O século XXI também é já considerado o século da alimentação. A cozinha as novidades e os novos artistas da cozinha tem que ser premiados e contemplados. Existem grandes projectos em patamares de excelência. E para o interior? O que existe que nos possa dignificar e trazer qualidade de vida? O País deve continuar a apostar no turismo. O país tem que ter uma indústria forte a esse nível dizem, 35% da indústria do turismo é gasto em gastronomia. Ora se a nossa dieta é considerada a melhor dieta mediterrânica porque não explorar no interior muito bem esta vertente. Existe em Trás-os – Montes capital humano e capital terreno para isso, só que não temos pessoas ambiciosas e eficientes nos cargos de direcção dos organismos e os que existem nada conseguem sem apoios.

Senão há dinheiro porquê avançar em projectos megalómanos no litoral e o básico e fundamental nas terras do interior fica por resolver como seja as vias de comunicação o comércio e a indústria seja ela qual for.

Muitas vezes a dignidade proíbe o que a lei permite. Palavras-Chave: dignidade lei


quinta-feira, 26 de junho de 2008

A Nossa Crise Mental

A Nossa Crise Mental Que pensa da nossa crise? Dos seus aspectos — político, moral e intelectual?
A nossa crise provém, essencialmente, do excesso de civilização dos incivilizáveis. Esta frase, como todas que envolvem uma contradição, não envolve contradição nenhuma. Eu explico. Todo o povo se compõe de uma aristocracia e de ele mesmo. Como o povo é um, esta aristocracia e este ele mesmo têm uma substância idêntica; manifestam-se, porém, diferentemente. A aristocracia manifesta-se como indivíduos, incluindo alguns indivíduos amadores; o povo revela-se como todo ele um indivíduo só. Só colectivamente é que o povo não é colectivo.
O povo português é, essencialmente, cosmopolita. Nunca um verdadeiro português foi português: foi sempre tudo. Ora ser tudo em um indivíduo é ser tudo; ser tudo em uma colectividade é cada um dos indivíduos não ser nada. Quando a atmosfera da civilização é cosmopolita, como na Renascença, o português pode ser português, pode portanto ser indivíduo, pode portanto ter aristocracia. Quando a atmosfera da civilização não é cosmopolita — como no tempo entre o fim da Renascença e o princípio, em que estamos, de uma Renascença nova — o português deixa de poder respirar individualmente. Passa a ser só portugueses. Passa a não poder ter aristocracia. Passa a não passar. (Garanto-lhe que estas frases têm uma matemática íntima).
Ora um povo sem aristocracia não pode ser civilizado. A civilização, porém, não perdoa. Por isso esse povo civiliza-se com o que pode arranjar, que é o seu conjunto. E como o seu conjunto é individualmente nada, passa a ser tradicionalista e a imitar o estrangeiro, que são as duas maneiras de não ser nada. É claro que o português, com a sua tendência para ser tudo, forçosamente havia de ser nada de todas as maneiras possíveis. Foi neste vácuo de si-próprio que o português abusou de civilizar-se. Está nisto, como lhe disse, a essência da nossa crise.
As nossas crises particulares procedem desta crise geral. A nossa crise política é o sermos governados por uma maioria que não há. A nossa crise moral é que desde 1580 — fim da Renascença em nós e de nós na Renascença — deixou de haver indivíduos em Portugal para haver só portugueses. Por isso mesmo acabaram os portugueses nessa ocasião. Foi então que começou o português à antiga portuguesa, que é mais moderno que o português e é o resultado de estarem interrompidos os portugueses. A nossa crise intelectual é simplesmente o não termos consciência disto.
Respondi, creio, à sua pergunta. Se V. reparar bem para o que lhe disse, verá que tem um sentido. Qual, não me compete a mim dizer.

Fernando Pessoa, in 'Portugal entre Passado e Futuro'

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Obrigada Bell

O POSTE ANTERIOR FOI RECEBIDO POR EMAIL Nao consigo acrescentar por la porque o meu pc esta com problemas sem acentua;ao e nao publica e nem escreve bem. Obrigada Bell. Bom Fim de Semana

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O Saber Não Ocupa Lugar

Erro crasso

Significado: Erro grosseiro.


Origem:
Na Roma antiga havia o Triunvirato: o poder dos generais era dividido por três pessoas. No primeiro destes Triunviratos , tínhamos: Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos. Confiante na vitória, resolveu abandonar todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar. Ainda por cima, escolheu um caminho estreito e de pouca visibilidade. Os partos, mesmo em menor número, conseguiram vencer os romanos, sendo o general que liderava as tropas um dos primeiros a cair.
Desde então, sempre que alguém tem tudo para acertar, mas comete um erro estúpido, dizemos tratar-se de um "erro crasso".

Ter para os alfinetes

Significado: Ter dinheiro para viver.


Origem: Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra porque os alfinetes eram um produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis. Todavia, a expressão chegou a ser acolhida em textos legais. Por exemplo, o Código Civil Português, aprovado por Carta de Lei de Julho de 1867, por D. Luís, dito da autoria do Visconde de Seabra, vigente em grande parte até ao Código Civil actual, incluía um artigo, o 1104, que dizia: «A mulher não pode privar o marido, por convenção antenupcial, da administração dos bens do casal; mas pode reservar para si o direito de receber, a título de alfinetes, uma parte do rendimento dos seus bens, e dispor dela livremente, contanto que não exceda a terça dos ditos rendimentos líquidos.»

Do tempo da Maria Cachucha

Significado: Muito antigo.


Origem: A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira.

À grande e à francesa

Significado: Viver com luxo e ostentação.


Origem: Relativa aos modos luxuosos do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital.

Coisas do arco-da-velha

Significado: Coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverosímeis.

Origem: A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi o sinal do pacto que Deus fez com Noé: "Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra." (Génesis 9:16)

Arco-da-velha é uma simplificação de Arco da Lei Velha, uma referência à Lei Divina.

Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris - beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber).

Dose para cavalo

Significado: Quantidade excessiva; demasiado.


Origem: Dose para cavalo, dose para elefante ou dose para leão são algumas das variantes que circulam com o mesmo significado e atendem às preferências individuais dos falantes.

Supõe-se que o cavalo, por ser forte; o elefante, por ser grande, e o leão, por ser valente, necessitam de doses exageradas de remédio para que este possa produzir o efeito desejado.

Com a ampliação do sentido, dose para cavalo e suas variantes é o exagero na ampliação de qualquer coisa desagradável, ou mesmo aquelas que só se tornam desagradáveis com o exagero.

Dar um lamiré

Significado: Sinal para começar alguma coisa.


Origem: Trata-se da forma aglutinada da expressão «lá, mi, ré», que designa o diapasão, instrumento usado na afinação de instrumentos ou vozes; a partir deste significado, a expressão foi-se fixando como palavra autónoma com significação própria, designando qualquer sinal que dê começo a uma actividade.
Historicamente, a expressão «dar um lamiré» está, portanto, ligada à música (cf. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa).


Nota: Escreve-se lamiré, com o r pronunciado como em caro.

Memória de elefante

Significado: Ter boa memória; recordar-se de tudo.


Origem: O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo .

Lágrimas de crocodilo

Significado: Choro fingido.


Origem: O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima.

Não poder com uma gata pelo rabo


Significado: Ser ou estar muito fraco; estar sem recursos.

Origem: O feminino, neste caso, tem o objectivo de humilhar o impotente ou fraco a que se dirige a referência. Supõe-se que a gata é mais fraca, menos veloz e menos feroz em sua própria defesa do que o gato. Na realidade, não é fácil segurar uma gata pelo rabo, e não deveria ser tão humilhante a expressão como realmente é.

Afogar o ganso

Significado: Relação sexual; masturbação.


Origem: No passado, os chineses costumavam satisfazer as suas necessidades sexuais com gansos. Pouco antes de ejacularem, os homens afundavam a cabeça da ave na água, para poderem sentir os espasmos anais da vítima.

Mal e porcamente

Significado: Muito mal; de modo muito imperfeito.

Origem: «Inicialmente, a expressão era "mal e parcamente". Quem fazia alguma coisa assim, agia mal e eficientemente, com parcos (poucos) recursos.

Como parcamente não era palavra de amplo conhecimento, o uso popular tratou de substituí-la por outra, parecida, bastante conhecida e adequada ao que se pretendia dizer. E ficou " mal e porcamente", sob protesto suíno.»1

1 in A Casa da Mãe Joana, de Reinaldo Pimenta, vol. 1 (Editora Campus, Rio de Janeiro)

Já a formiga tem catarro

Significado: Diz-se a quem pretende ser mais do que é, sobretudo dirigido a crianças ou inexperientes.

Fazer tijolo

Significado: Morrer.

Origem: Segundo se diz, existiu um velho cemitério mouro para as bandas das Olarias, Bombarda e Forno do Tijolo. O almacávar, isto é, o cemitério mourisco, alastrava-se numa grande extensão por toda a encosta, lavado de ar e coberto de arvoredo.

Após o terramoto de 1755, começando a reedificação da cidade, o barro era pouco para as construções e daí aproveitar-se todo o que aparecesse.

O cemitério árabe foi tão amplamente explorado que, de mistura com a excelente terra argilosa, iam também as ossadas para fazer tijolo. Assim, é frequente ouvir-se a expressão popular em frases como esta: 'Daqui a dez anos já eu estou a fazer tijolo '.

in 'Dicionário de Expressões Correntes' ; Orlando Neves

Fila indiana

Significado: enfiada de pessoas ou coisas dispostas uma após outra.

Origem: Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente.

Andar à toa

Significado: Andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.

Origem: Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está "à toa" é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.

Embandeirar em arco

Significado: Manifestação efusiva de alegria.

Origem: Na Marinha, em dias de gala ou simplesmente festivos, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelas adriças ou cabos (vergueiros) de embandeiramento galhardetes, bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de regozijo ou se saúdam outros barcos que se manifestam da mesma forma.

Cair da tripeça

Significado: Qualquer coisa que, dada a sua velhice, se desconjunta facilmente.

Origem: A tripeça é um banco de madeira de três pés, muito usado na província, sobretudo junto às lareiras. Uma pessoa de avançada idade aí sentada, com o calor do fogo, facilmente adormece e tomba.

Fazer tábua rasa

Significado: Esquecer completamente um assunto para recomeçar em novas bases.

Origem: A tabula rasa , no latim, correspondia a uma tabuinha de cera onde nada estava escrito. A expressão foi tirada, pelos empiristas, de Aristóteles, para assim chamarem ao estado do espírito que, antes de qualquer experiência, estaria, em sua opinião, completamente vazio. Também John Locke (1632 1704), pensador inglês, em oposição a Leibniz e Descartes, partidários do inatísmo, afirmava que o homem não tem nem ideias nem princípios inatos, mas sim que os extrai da vida, da experiência. «Ao começo», dizia Locke, «a nossa alma é como uma tábua rasa, limpa de qualquer letra e sem ideia nenhuma. Tabula rasa in qua nihil scriptum. Como adquire, então, as ideias? Muito simplesmente pela experiência.»

Ave de mau agouro

Significado: Diz-se de pessoa portadora de más notícias ou que, com a sua presença, anuncia desgraças.


Origem: O conhecimento do futuro é uma das preocupações inerentes ao ser humano. Quase tudo servia para, de maneiras diversas, se tentar obter esse conhecimento. As aves eram um dos recursos que se utilizava. Para se saberem os bons ou maus auspícios (avis spicium) consultavam-se as aves. No tempo dos áugures romanos, a predição dos bons ou maus acontecimentos era feita através da leitura do seu voo, canto ou entranhas. Os pássaros que mais atentamente eram seguidos no seu voo, ouvidos nos seus cantos e aos quais se analisavam as vísceras eram a águia, o abutre, o milhafre, a coruja, o corvo e a gralha. Ainda hoje perdura, popularmente, a conotação funesta com qualquer destas aves.

Verdade de La Palisse


Significado: Uma verdade de La Palice (ou lapalissada / lapaliçada) é evidência tão grande, que se torna ridícula.

Origem: O guerreiro francês Jacques de Chabannes, senhor de La Palice (1470-1525), nada fez para denominar hoje um truísmo. Fama tão negativa e multissecular deve-se a um erro de interpretação.
Na sua época, este chefe militar celebrizou-se pela vitória em várias campanhas. Até que, na batalha de Pavia, foi morto em pleno combate. E os soldados que ele comandava, impressionados pela sua valentia, compuseram em sua honra uma canção com versos ingénuos:

"O Senhor de La Palice / Morreu em frente a Pavia; / Momentos antes da sua morte, / Podem crer, inda vivia."
O autor queria dizer que Jacques de Chabannes pelejara até ao fim, isto é, "momentos antes da sua morte", ainda lutava. Mas saiu-lhe um truísmo, uma evidência.
Segundo a enciclopédia Lello, alguns historiadores consideram esta versão apócrifa. Só no século XVIII se atribuiu a La Palice um estribilho que lhe não dizia respeito. Portanto, fosse qual fosse o intuito dos versos, Jacques de Chabannes não teve culpa.

Nota: Em Portugal, empregam-se as duas grafias: La Palice ou La Palisse.

Ter ouvidos de tísico

Significado: Ouvir muito bem.


Origem: Antes da II Guerra Mundial (l939 a l945), muitos jovens sofriam de uma doença denominada tísica, que corresponde à tuberculose. A forma mais mortífera era a tuberculose pulmonar.

Com o aparecimento dos antibióticos durante a II Guerra Mundial, foi possível combater este doença com muito maior êxito.

As pessoas que sofrem de tuberculose pulmonar tornam-se muito sensíveis, incluindo uma notável capacidade auditiva. A expressão « ter ouvidos de tísico» significa, portanto, «ouvir tão bem como aqueles que sofrem de tuberculose pulmonar».

Comer muito queijo

Significado: Ser esquecido; ter má memória.


Origem: A origem desta expressão portuguesa pode explicar-se pela relação de causalidade que, em séculos anteriores, era estabelecida entre a ingestão de lacticínios e a diminuição de certas faculdades intelectuais, especificamente a memória.
A comprovar a existência desta crença existe o excerto da obra do padre Manuel Bernardes "Nova Floresta", relativo aos procedimentos a observar para manter e exercitar a memória: «Há também memória artificial da qual uma parte consiste na abstinência de comeres nocivos a esta faculdade, como são lacticínios, carnes salgadas, frutas verdes, e vinho sem muita moderação: e também o demasiado uso do tabaco».
Sabe-se hoje, através dos conhecimentos provenientes dos estudos sobre memória e nutrição, que o leite e o queijo são fornecedores privilegiados de cálcio e de fósforo, elementos importantes para o trabalho cerebral. Apesar do contributo da ciência para desmistificar uma antiga crença popular, a ideia do queijo como alimento nocivo à memória ficou cristalizada na expressão fixa « comer (muito) queijo».

Acordo leonino

Significado: Um «acordo leonino» é aquele em que um dos contratantes aceita condições desvantajosas em relação a outro contratante que fica em grande vantagem.

Origem: «Acordo leonino» é, pois, uma expressão retórica sugerida nomeadamente pelas fábulas em que o leão se revela como todo-poderoso.

Que massada*!

Significado: Exclamação usada para referir uma tragédia ou contra-tempo.

Origem:
É uma alusão à fortaleza de Massada na região do Mar Morto, Israel, reduto de Zelotes, onde permaneceram anos resistindo às forças romanas após a destruição do Templo em 70 d.C., culminando com um suicídio colectivo para não se renderem, de acordo com relato do historiador Flávio Josefo.

Passar a mão pela cabeça

Significado: perdoar ou acobertar erro cometido por algum protegido.

Origem: Costume judaico de abençoar cristãos-novos, passando a mão pela cabeça e descendo pela face, enquanto se pronunciava a bênção.

Gatos-pingados

Significado: Tem sentido depreciativo usando-se para referir uma suposta inferioridade (numérica ou institucional), insignificância ou irrelevância.

Origem: Esta expressão remonta a uma tortura procedente do Japão que consistia em pingar óleo a ferver em cima de pessoas ou animais, especialmente gatos. Existem várias narrativas ambientais na Ásia que mostram pessoas com os pés mergulhados num caldeirão de óleo quente. Como o suplício tinha uma assistência reduzida, tal era a crueldade, a expressão " gatos pingados" passou a denominar pequena assistência sem entusiasmos ou curiosidade para qualquer evento.

Meter uma lança em África

Significado: Conseguir realizar um empreendimento que se afigurava difícil; levar a cabo uma empresa difícil.

Origem: Expressão vulgarizada pelos exploradores europeus, principalmente portugueses, devido às enormes dificuldades encontradas ao penetrar o continente africano. A resistência dos nativos causava aos estranhos e indesejáveis visitantes baixas humanas. Muitas vezes retrocediam face às dificuldades e ao perigo de serem dizimados pelo inimigo que eles mal conheciam e, pior de tudo, conheciam mal o seu terreno. Por isso, todos aqueles que se dispusessem a fazer parte das chamadas "expedições em África", eram considerados destemidos e valorosos militares, dispostos a mostrar a sua coragem, a guerrear enfrentando o incerto, o inimigo desconhecido. Portanto, estavam dispostos a " meter uma lança em África".

Queimar as pestanas


Significado: Estudar muito.


Origem:
Usa-se ainda esta expressão, apesar de o facto real que a originou já não ser de uso. Foi, inicialmente, uma frase ligada aos estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. Antes do aparecimento da electricidade, recorria-se a uma lamparina ou uma vela para iluminação. A luz era fraca e, por isso, era necessário colocá-las muito perto do texto quando se pretendia ler o que podia dar azo a " queimar as pestanas".