sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O Eremita


Cultivando a maturidade e a altivez que brotam da reflexão

O arcano IX, chamado “O Eremita”, emerge como arcano conselheiro, sugerindo um momento em que precisará agir com o máximo de maturidade e paciência possíveis. Você precisará aprender a respeitar o “tempo certo” neste momento de sua existência e perceberá que será preciso bater mais do que uma vez na mesma porta até que ela se abra. Nem sempre o rio corre mais rápido. Três virtudes serão fundamentais neste momento de sua vida: a paciência (para lidar com as diferenças), a prudência (a fim de jamais confiar inteiramente em ninguém) e a persistência (para compreender que, no que diz respeito a felicidade, muitas vezes é preciso bater várias vezes na mesma porta). O momento pede circunspeção, meditação e capacidade de espera. Você poderá mudar muitas coisas que incomodam, se souber observar o tempo certo, mas precisará também ter humildade para entender que nem tudo é possível. Ao aceitar os limites, evoluímos como pessoas.

Conselho: Momento de cultivar a paciência, tudo tem o seu tempo certo.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Posso ter defeitos,viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo, e que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e momentos de crise. Ser feliz é deixar de ser vitima dos problemas e tornar-se um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um Oásis no recôndito da sua alma. Ser feliz, é não ter medo dos próprios sentimentos, é saber falar de si mesmo. é ter coragem para ouvir um não, e ter segurança para ouvir uma crítica mesmo que injusta... ""Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um Castelo"" Subscrevo* Fernando Pessoa

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A Quem Portugal deve mais ? À República ou à monarquia ?


De Onde Viemos, Quem Somos e Para Onde Vamos?
A Quem Portugal deve mais ? À República ou à monarquia ?

Graças a Deus que, por enquanto, em Portugal não pagamos impostos para termos o direito de não sermos aquilo que a cambada política gostaria que nós fossemos.
Falavam de Salazar, mas alguns não são ditadores mais ferozes de que Ele jamais foi, porque não tiveram engenho nem arte suficientes para a sua consumação ou porque valores mais altos o não permitiram!
Fez no dia 01 deste mês, o centésimo aniversário do assassinato do penúltimo rei de Portugal, - D. Carlos. Embora não nos tenhamos apercebido, os monárquicos todos os anos reúnem para recordar o trágico acontecimento.
Prevendo-se que as tradicionais cerimónias do regicídio este ano seriam mais alargadas, em virtude de se tratar do centenário da efeméride, houve que as refrear para não “amedrontar” os repúblicos! o jornal “O Sol” do fim de Janeiro último, escreve um artigo que li via Internet, onde no cabeçalho se lê: - «Ministro proíbe Exército de participar nas cerimónias do regicídio». Por baixo, lê-se: - «O Exército já não vai participar nas cerimónias do centenário do regicídio. O BE reclamou e o ministro proibiu». Esta decisão, entre outras que nos revoltam e nos envergonham como portugueses, é um insulto à Nação, à História e à dignidade da instituição militar.
Como é possível que o ministro da defesa de Portugal se deixe sugestionar pelas ideias de um deputado, cujos ideais políticas não se coadunam com a nossa História, em vez de se mostrar firme digno do lugar que ocupa!
Não sou monárquico porque não vivi no tempo da monarquia. Não sou republicano, porque a República foi implantada pela força, ninguém perguntou ao povo se a queria e roubou à Nação a vida de muitos dos seus melhores filhos, para gáudio de meia dúzia de pataratas, não tanto motivados para o bem da Terra que os gerou, mas mais para satisfação dos seus interesses sedentos de poder a qualquer preço. Sou apenas um cidadão, que no mínimo deve à monarquia o orgulho e ser Português.
Não vou ensinar ao senhor Severiano Teixeira a História de Portugal. Porém, admitindo que a tenha esquecido, com o devido respeito vou recordar-lha: - A formação e independência e conservação de Portugal como Nação, deve-se exclusivamente à monarquia e aos militares. D. Carlos foi um membro da monarquia e foi militar!A formação do império colonial português, deveu-se à igualmente à monarquia e às Forças Armadas. O Império que a primeira República e o Estado Novo ainda conservaram e a terceira República sem honra nem glória desbaratou. A monarquia reinou em Portugal durante 767 anos. A República ainda não atingiu os 100.Creio ter ouvido dizer, com um certo orgulho, que o Português á a terceira língua mais falada no mundo. Afinal, a quem se deve tal facto? À República, não, com certeza: A língua portuguesa foi levada da Europa até à Ásia, à África, à América e à Oceânia pelos portugueses no tempo da monarquia.
Poderemos assim dizer, sem margem para dúvidas, que Portugal muito deve à monarquia e pouco ou nada deve à República.Do mesmo modo, Portugal deve mais aos militares do que aos políticos.
Não obstante um ou outro senão, sempre os militares foram os seus melhores filhos, e não podem ser amordaçados como no caso presente, às ordens ou capricho de qualquer UM!

Por José de Oliveira Guerra

ISTO SIM É MAGIA

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

Cúmulos e Túmulos





SECÇÃO: Opinião

Perdeu-se a vergonha - viva a ladroagem…

A revista Visão de 10 do corrente demonstra, em gráfico insuspeito que «a diferença entre o salário dos administradores e dos restantes trabalhadores é esmagadora».
Alguns exemplos: um funcionário normal da PT precisa de trabalhar 10 anos, 7 meses e 1 uma semana para ganhar tanto como um administrador aufere num só mês. Na Brisa um funcionário tem que suar 5 anos, 1 mês e 1 semana para ganhar o mesmo que leva para casa um seu administrador num só mês. No BCP que (tanto deu que falar nos últimos tempos) um funcionário normal tem que «gramar» 4 anos, 2 meses e 2 semanas para amealhar tanto como o «dr.» Armando Vara, por exemplo, ou o cunhado do Engº A. Guterres, (Santos Ferreira), num único mês. Ou seja: na PT um administrador vale tanto como 128 funcionários, na Brisa são precisos 62 funcionários para auferirem tanto como um só patrão e no BCP vale tanto o socialista Santos Ferreira ou o camarada Armando Vara como 57 empregados de balcão. Traduzindo em números: o Presidente de uma empresa de grande dimensão aufere por ano: 482.043 euros (35 mil por mês), Um administrador delegado recebe por ano 250 mil euros e um director-geral: 186 mil.
O jornal Público de 18 do corrente escreve em 1ª página que Teixeira Pinto recebeu à cabeça, como indemnização, por dois anos de Presidente do BCP, 10 milhões de euros e vai receber, anualmente, até à morte dele e/ou da mulher, 35 mil euros por mês e em 14 meses no ano, o que equivale a mais 490 mil euros/ano. E, possivelmente, ainda vai receber mais uns 5 ou 6 mil da reforma do estado por ter sido secretário de Estado. Diga-se que apenas trabalhou no BCP entre 1995 e 2007, os dois últimos dos quais como Presidente. Claro está que, eticamente, Santos Ferreira e os camaradas que com ele vieram da Administração da Caixa Geral de Depósitos, meteram «o pé na poça», coisa impensável numa empresa privada. O Chelsia teve o cuidado de indemnizar Mourinho para não treinar, durante «x» tempo, clubes Ingleses. Por outras palavras; o Governo, mentiu com os dentes todos, ao negar a interferência na mudança. Não só interferiu e patrocinou os correligionários, como através das empresas públicas representadas na CGD, garantiu a sua (deles) eleição. Foi uma «OPA» bem congeminada e bem conseguida pela «bênção do socialismo socrático».
Outro «arranjismo» socrático foi antes preparado para o também socialista Almerindo Marques, o tal que tudo fez para correr com José Rodrigues dos Santos, por tê-lo acusado de interferir na linha editorial da televisão pública. Ganhou visibilidade na RTP, correu com muito funcionário sério, limitou-se a cumprir o programa de Morais Sarmento e, foi promovido a Presidente das Estradas de Portugal (Empresa Pública), onde aufere 193.900 euros anuais, mais 30% , como prémio (se calhar das asneiras que vai praticar). Quem o escreveu foi o 24 horas de 14 deste mês, a mesma fonte que afirma ir substituir António Laranjo que recebia apenas metade (86 mil) pelas mesmas funções. Ele que foi nomeado pelo Governo com a «missão de adoptar um plano de saneamento financeiro que permita reduzir os custos e aumentar as receitas, começou logo a aumentar-se a si e à sua equipa e a «impressionar» a opinião pública. De acordo com o «Jornal de Negócios» de 8 de Janeiro, começou a «pôr ordem na frota de cerca de 800 veículos da empresa, num total de 1.800 funcionários – quase um carro por cada dois trabalhadores. Todas essas viaturas com cartão de combustível sem plafond». Aplaudimos que tenha acabado com metade das viaturas e com as mordomias. Mas ele deveria dar o exemplo, não aceitando receber o dobro do seu antecessor.
Hão-de pensar os meus habituais leitores que estou contra o PS. Não estou só contra o PS, estou contra os políticos que se governam em vez de governarem, sejam do PS, do PSD, do CDS, ou do PC. E estou, furibundo com duas medidas que ferem, de morte, a democracia que (ainda) temos: o vergonhoso acordo do PS/PSD para alterar o esquema dos eleitos locais, em que se elege o Presidente de Câmara e este escolhe, depois, a sua equipa, tendo, ipso facto, maioria absoluta; e outra que extingue os partidos políticos que não façam prova de terem, pelo menos, cinco mil eleitores. Esta é a mais categórica prova de que a democracia é apenas um pretexto para impor uma ditadura, pior do que aquela que acabou em 24 de Abril de 1974. Sou apodado de homem de direita e de reaccionário. Se estas duas medidas entrarem em vigor, deixarei de votar, devolverei o cartão que me atribuíram em 1984 e mandá-los-ei passear macacos porque não me revejo nesta ditadura encapotada de democracia.

Por Barroso da Fonte, Dr.