sábado, 18 de abril de 2009

Causas da Violência Juvenil --- 2ª Parte


…As famílias carentes de algo são o ambiente propício para estimular a violência contra a criança; no entanto parte das famílias denunciadas por maus tratos a seus filhos, todas as causas de relatos de negligência com crianças, também precisam de proteção para encaminhar os seus filhos para a vida adulta. O problema é que os serviços existentes revelam-se insuficientes para alterar a precariedade da situação de pobreza material e espiritual vivida por essas famílias. Essas famílias são material e emocionalmente carentes, desprotegidas e privadas das mínimas condições para uma vida considerada aceitável. A falta de cuidados com os filhos, que muitas vezes provém dessa situação de carência, é a principal causa da formação de adultos violentos. As razões para essa acção ou omissão dos pais, nem sempre são intencionais. O surgimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fez com que aumentasse o número de denúncias, tornando visível o que antes estava camuflado. Criaram-se mecanismos de controle social e forçaram-se os debates. Mas sem a interferência de entidades públicas e privadas, com programas de esclarecimentos claros e políticas públicas adequadas de acordo com a realidade das famílias, os pais não conseguirão superar as dificuldades que os levam à prática da negligência.A negligência não pode ser entendida apenas no contexto interno das famílias, pois essas sofrem com o impacto dos factores sociais, políticos, econômicos e jurídicos que criam dificuldades para os pais proporcionarem um cuidado decente aos seus filhos. As famílias pobres mantêm um vínculo de dependência com práticas assistencialistas e não possuem recursos próprios e permanentes. Não se trata de passar da posição de 'algoz para vítima', mas da percepção de que somos todos 'agentes e vítimas' de processos violentos que se arrastam na história e que necessitam de ser enfrentados a todos os níveis governamentais e não-governamentais. Outra constatação importante é que não se trata apenas de uma pobreza material, mas de uma pobreza cultural e social levada às últimas conseqüências pelos mídia, onde a sociedade é orientada para o consumo exacerbado e onde a cultura está voltada apenas para o divertimento. Nesse sentido, a defesa de uma sociedade igualitária passa a ser factor determinante no debate sobre direitos humanos das crianças e adolescentes; Crianças a sofrer de depressão... Crianças e adolescentes a sofrer de transtorno obsessivo compulsivo...Crianças e adolescentes violentadas de variadíssimas formas, pelas pessoas em quem confiam. Crianças educadas inadequadamente é o que há cada vez mais. E a alegria que deveria ser natural na infância? E as brincadeiras saudáveis e o desenvolvimento sem traumas dos meninos e das meninas? A depressão está associada ao suicídio nos jovens, sendo a terceira causa de morte da juventude. É uma desordem mental em que a pessoa se apresenta deprimida, com perda do interesse ou do prazer, sentimentos de culpa, sentimentos de baixa auto-estima, distúrbios do sono e do apetite, baixa-concentração, falta de energia, que podem tornar impossível a actuação do indivíduo no quotidiano e, se não tratada, pode levar ao suicídio. Crianças e jovens que desenvolvem depressão podem ter uma história familiar de desordem envolvendo factores físicos ou psicológicos, tais como problemas genéticos, maus tratos, abandono, perdas, discriminação e desafecto...

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